FNCP - Fórum Nacional Contra a Pirataria
Imposto cresce crime agradece
Maria Eugênia Proença Saldanha
Diretora-Executiva da ABIPLA - Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins
A indústria brasileira de produtos de limpeza espera ter mais um resultado positivo este ano, crescendo cerca de 4%. Veja na entrevista de Maria Eugênica Saldanha, Diretora-Executiva da ABIPLA quais são as perdas com a pirataria que o setor registra e os danos à saúde que podem ser provocados por produtos de limpeza e higiene produzidos ilegalmente 

Quais são os dados mais recentes que a ABIPLA possui relativos às perdas ocasionadas pela pirataria no setor de limpeza e afins? 
Temos dados de 2001, de um estudo conduzido pela FIPE/USP, mas que ainda devem refletir bem a realidade que vivemos sobre a ilegalidade no setor de produtos de limpeza e afins. Se admitirmos que os números continuam os mesmos, a indústria em 2005 perdeu cerca de R$ 560 milhões em faturamento, enquanto o Governo deixou de arrecadar quase R$ 220 milhões em impostos, considerando apenas as quatro categorias mais pirateadas. No entanto, o maior problema do consumo de produtos clandestinos são os danos que este comércio traz para a saúde da população.

Quais são os produtos mais pirateados? 
Os produtos de limpeza mais pirateados são a água sanitária (42,1% do mercado), os desinfetantes (30,6 %), os amaciantes (15,2%) e os detergentes líquidos (quase 8%). Apesar de serem dados de 2001, acreditamos que, por exemplo, no caso de águas sanitárias, este valor já chegue a 50% do mercado.  

Quais os riscos para a saúde do consumidor de produtos higiene e limpeza
ilegais?

O principal risco é a ingestão do produto por crianças. Como estes produtos vêm embalados em garrafas de refrigerantes reutilizadas, e têm cores e perfumes agradáveis, as crianças acabam sendo atraídas e podem ingeri-los. Como não se sabe a composição destes produtos, uma vez que não possuem rotulagem, o tratamento médico fica muito difícil. Além disto, os produtos clandestinos não cumprem sua função de limpeza, o que pode facilitar a transmissão de doenças à população. Os riscos à saúde do consumidor vão desde sérias queimaduras até o óbito. Além disso, estes produtos não possuem eficácia alguma, ou seja, não desinfetam ou higienizam como deveriam fazer, aumentando o risco de transmissão de doenças.
Brasil Original twitteryou tubefacebook
Bookmark and Share
Av. Brigadeiro Faria Lima, 1690, conjunto 22, 2º andar
Jardim Paulistano, São Paulo - SP, CEP: 01451-001
(11) 2533-3415 / 2528-1552 | secretaria@fncp.org.br